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    7 Dicas para cortar o cabelo de crianças com o Transtorno do Espectro Autista

    A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) tem se destacado por sua eficácia no tratamento de crianças com o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). 


    Os princípios desta intervenção também podem ajudar em situações comuns do dia a dia, que podem ser muito estressantes para crianças que apresentam atraso no desenvolvimento, como, por exemplo, a hora de cortar o cabelo. 

    “De um modo geral, cortar o cabelo de crianças é, de fato, um desafio”, explica a especialista Michelli Freitas, pedagoga e diretora do Instituto de Educação e Análise do Comportamento (IEAC). 

    O mesmo pode acontecer com crianças de desenvolvimento típico bem pequenas, até os 3 anos de idade. Elas podem sentir-se incomodadas com o corte de cabelo e por terem de permanecer muito tempo paradas enquanto o cabeleireiro realiza o corte.

    “Mas, para os pais de crianças com atraso, cortar o cabelo dos seus filhos tende a ser um transtorno bem maior, mesmo quando as crianças já são maiores, entre 7 e 10 anos de idade, ou até mesmo na adolescência”, explica.

    Pensando nisso, a pedagoga e especialista do IEAC dá algumas dicas para ajudar os pais a tornar o corte de cabelo uma tarefa mais simples. 

    Uso de histórias sociais

    Uma orientação dada aos pais é de que conversem com a criança descrevendo detalhadamente como será o processo de cortar o cabelo, o que ela deve esperar e como se comportar. A especialista Michelli Freitas, pedagoga e diretora do IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento), explica: “Crianças com atraso no desenvolvimento não sabem interagir com o outro. Nós precisamos ensinar”.

    Faça o pareamento com algo positivo

    Torne a experiência de cortar o cabelo algo positivo para o seu filho, realizando o pareamento da situação com itens ou brincadeiras divertidas. Assim, ele se sentirá motivado e confortável.

    Uso de reforçadores poderosos

    O princípio do reforço também é utilizado aqui. Michelli indica que escolher um item que a criança goste muito e que a deixe mais receptiva para seguir suas demandas  e dizer a ela que lhe entregará depois do corte de cabelo, pode ajudar. 

    “Na análise do comportamento, reforço é tudo aquilo que aumenta a probabilidade do comportamento ocorrer de novo. Utilizamos aquilo que a criança mais gosta para que ela esteja motivada a prestar atenção e aprender com a gente.”

    É muito importante que haja o pareamento do reforço tangível, como um vídeo que a criança gosta de assistir, um chocolate ou um brinquedo, com o reforço social,  um elogio, um incentivo verbal ou uma parabenização. Assim, além de aumentar o número de reforçadores da criança haverá o incentivo para que futuramente apenas o reforço social seja suficiente.

    Hábitos e ambiente tranquilo

    Outra recomendação é  levar a criança sempre no mesmo salão e em dias mais tranquilos, criando a possibilidade da criança se familiarizar com o ambiente e com as pessoas presentes no local.  É importante que cortar o cabelo seja um hábito regular para que a criança não se desacostume.

    Nunca segure na hora de cortar o cabelo de crianças

    A especialista no programa ABA, Michelli Freitas, também aconselha que não se deve segurar ou forçar a criança no momento de cortar o cabelo. 

    “Isso torna a experiência aversiva e pode desencadear um trauma na criança, o que dificultaria mais o processo em situações futuras.”

    Busque cabeleireiros que trabalhem em condições adversas

    Também é importante que o profissional que vá cortar o cabelo do seu filho esteja acostumado a realizar essa tarefa com a criança sentada, em pé, em diversos locais do salão ou mesmo em movimento.

    Evite usar maquininhas

    A última advertência de Michelli é sobre as maquininhas utilizadas por cabeleireiros. 

    “As máquinas usadas para cortar os cabelos fazem muito barulho, o que certamente incomoda a criança, além da questão sensorial da máquina na cabeça que também é um problema. Então, opte por usar tesoura”.

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