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    ONG elabora estudo sobre a prematuridade de bebês no Brasil

    Sondagem foi elaborada a partir de dados compartilhados por 3 mil pais, familiares e amigos de bebês prematuros


    A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com elaborou um estudo a partir de dados compartilhados por 3 mil pais, familiares e amigos de bebês que nasceram prematuros no Brasil. As famílias participantes da pesquisa, feita entre outubro de 2016 e junho de 2019, foram cadastradas no banco de dados da ONG (www.prematuridade.com).

    Com as respostas, a ONG, fundada há cinco anos no Rio Grande do Sul, apurou que em média os prematuros nascem com 32 semanas, pesando 1,4 quilos e com comprimento de 38,4 centímetros.

    Outro dado aponta que o tempo de internamento do recém-nascido é de 51 dias e entre as intercorrências mais citadas estão hemorragia, anemia, transfusões de sangue, icterícia e apneia. Intercorrências estas que se não tratadas de forma adequada podem acabar provocando agravos futuros.

    Através da sondagem, a ONG apurou também que 12,4% dos prematuros ficaram com sequelas sendo que a dificuldade motora é a mais comum, com 40,1% dos casos. Em seguida aparecem os problemas respiratórios com 34,4%, a dificuldade visual com 21,4% e as dificuldades nutricionais e alimentares com 14,5%. 

    Das quatro dificuldades motoras apresentadas as mais citadas foram a paralisia cerebral (16,7%), atraso no andar (16%), atraso motor (12,4%) e não andaram (8,7%).

    Para a vice-diretora da ONG Prematuridade.com, Aline Hennemann, diante do resultado do estudo, se percebe que, no geral, as mães receberam orientação de como cuidar do filho em casa, porém o medo de como seguir no dia a dia é grande. 

    O medo de não conseguir realizar os cuidados como aconteciam no hospital e com isso acabar causando danos ao seu filho é muito grande. O banho e o momento da amamentação são os mais citados pelas famílias como de grande ansiedade e incertezas, fala.

    E diante de tantas preocupações, relatos de medos e inseguranças, Aline faz questionamentos que devem envolver toda a sociedade brasileira. 

    Precisamos de psicólogos em todas as unidades de tratamento intensivo (UTIs) neonatais para que possam dar um suporte para estas famílias antes da alta, oferecendo suporte emocional. Para isso, propusemos um projeto de lei, o PLS 742/2015, que, infelizmente, foi arquivado, lamenta Aline. 


    Custo

    Com base em um estudo realizado na Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis (MT), apresentado em 2017, a fundadora observa que a média de custos diários por paciente na UTI neonatal é de R$ 934,48. O valor é assustador quando levado em consideração que em média um prematuro fica 51 dias internado. Considerando um universo de 330 mil prematuros nascidos anualmente no Brasil o custo será superior a R$ 15 bilhões por ano.

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