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    Lizza Dias lança EP enaltecendo a força da cultura negra

    Lizza Dias homenageia a força da cultura e da mulher negra em novo EP, com show de lançamento dia 19/11, terça-feira, no CCJF, Cinelândia

    Lizza Dias | Foto: Salgado de Morais

    Gravado no Estúdio Afro Reggae, álbum da cantora gaúcha radicada no Rio reúne jongos, cocos, maracatus e ijexás, compostos por DJ MAM, Gegê de Itaboraí e Laercio Lino, dentre outros, cultuando a ancestralidade, a luta da mulher negra e a diversidade rítmica popular brasileira

    Há treze anos radicada no Rio de Janeiro, a gaúcha Lizza Dias tornou-se referência na busca e estudo da cultura afro-brasileira, despertando, desde cedo, a paixão pelo extenso leque rítmico e folclórico que forma a música popular brasileira. Esse fascínio ganha, agora, o formato de EP, o “Caboclinhas”, gravado no Estúdio Afro Reggae e com show especial de lançamento no dia 10 de novembro, terça-feira, no Centro Cultural Justiça Federal.


    No show, Lizza vai apresentar músicas que estão no novo EP, como “Pra te adocicar”, composição de Laércio Lino e Flávio Moreira, um samba que ouviu pela primeira vez na Pedra do Sal, no Rio, encantando-se imediatamente. Uma rica mistura de samba com ijexá, “Eu cheguei na Mauá” é de autoria do DJ MAM, e tem a Zona Portuária e a raiz afro como temas, indo totalmente ao encontro da vivência da cantora gaúcha com a cultura afro no Rio Grande do Sul e, posteriormente, no Rio.

    Já “Semeando o amanhã” é uma composição da cantora com Marcelo Lehmann, inspirada a natureza e seus encantos, dedicada a nossa fauna e as nossas matas, florestas, cachoeiras, mares. Composição de Marcelo Bizar e Silvio Silva, “Tambor” atravessa fronteiras, buscando no candombe, ritmo afro-uruguaio, sua inspiração e, de certa forma, uma homenagem que Lizza faz a sua própria genealogia, por ser neta de uma uruguaia. Do EP, serão apresentadas, ainda, o jongo “13 de Maio” e o ijexá “Eixo da imaginação”, do compositor Gegê de Itaboraí, da Velha Guarda da Portela, retomando sua adoração pela natureza e o respeito ao planeta.

    Fazem parte também do repertório do show vários cocos de domínio público, incluindo o do candomblé, conhecido como “Coco Zé Pilintra”, e diversos jongos conhecidos em “Axé pra todo mundo”. Em “Cabocla Jurema”, de composição de Candeia - um forte ritmo afro influenciado pelo jongo e pelo candomblé - Lizza buscou inspiração na época em que trabalhou no Quilombo do Candeia, no Rio, juntamente com o Mestre Dinho, parceiro do compositor. A luta da mulher negra e sua resistência ao longo da História são temas em “Seu grito”, de Aurinha do Coco, e “Clementina no Morro”, fruto do seu trabalho de pesquisa sobre o maracatu e ritmos brasileiros, contando a história dos tambores, com foco na mulher guerreira, a Conceição.

     A narrativa continua com “Zumbi”, de Gilberto Gil, dedicado ao líder Zumbi dos Palmares, e também em “Homenagem aos orixás”, composição de Dona Onete, que remete ao tempo da escravidão, quando as mulheres empunhavam suas lanças e lutavam junto com seus familiares. Da compositora gaúcha Delma Gonçalves, “Sunga, a nêga” traz elementos do hip-hop e do rap, dialogando com a modernidade, porém sem largar mão das raízes.

    SERVIÇO:
    19/11 (terça-feira) – LIZZA DIAS lança o EP “Caboclinhas”

    Local: Centro Cultural Justiça Federal (CCJF)
    Horário: 19 horas
    Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia entrada legal)
    Av. Rio Branco, 241 – Centro
    Tel. (21) 3261-2550

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