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    A primeira impressão é a que fica?

    Foto: Divulgação
    Em uma avaliação, o julgamento deve ser objetivo e justo, baseado em fatos e comportamentos, respeitando e levando em conta o modelo de valores e competências da empresa 

    Toda avaliação resulta em julgamento final. Dentro de uma organização, toda a avaliação precisa ter um embasamento, para que o julgamento não seja pelos olhos do avaliador e, sim, justo e de acordo com os comportamentos valorizados pela organização.

    Bettina Krutman, sócia-diretora da CDH (Competência no Desenvolvimento Humano), afirma que todos sofrem com intervenções de vários olhares - primeira impressão, estereótipos, história de vida -, que favorecem o pré-julgamento. O desafio que se coloca a frente é ensinar ao funcionário que ele precisa deixar este olhar pessoal de lado e enxergar de maneira justa o que tem à sua frente: “O grande treinamento que fazemos é o de ajudar as pessoas a perceberem como elas julgam antes de avaliar objetivamente”, explica.

    Bettina conta que, em um treinamento, esta questão do olhar objetivo é trabalhada: “Passamos um trecho de filme, com um personagem e perguntamos, aos funcionários, como eles percebem este personagem. Eles respondem, por exemplo, ‘percebemos ele como agressivo’; explicamos então que o significado deste adjetivo pode variar de acordo com os princípios de cada funcionário”, e complementamos: “Nossa tendência inicial não é trazer que os fatos que justificam eu chamar a pessoa de agressiva; a nossa intervenção é ensinar às pessoas a observarem os comportamentos antes de julgar”.

    Estes treinamentos buscam desenvolver no funcionário, através do entendimento do que suporta o julgamento, um olhar mais correto e justo, para que toda e qualquer decisão seja alinhada com os critérios da empresa. “Nosso treinamento é tornar ciente os fenômenos de percepção que afetam o olhar das pessoas e depois disponibilizar ferramentas e técnicas para ter uma boa análise”, relata a administradora.

    Bettina conta que a CDH nasceu justamente desse olhar de como ser mais justo e mais objetivo para poder avaliar e desenvolver as pessoas. “Se não conseguimos ter um olhar mais objetivo, acabamos não sendo justos e criamos uma resistência na conversa”, afirma.

    A sócia-diretora traz, por fim, a experiência de treinamento efetuada pela CDH na empresa Bradesco: “Treinamos os selecionadores, conscientizando-os do nível de julgamento que permeia o olhar e disponibilizamos uma ferramenta de análise baseada na técnica de entrevista comportamental: desconstruímos o olhar e inserimos a técnica para um julgamento baseado em fatos e em cima dos critérios organizacionais que irão balizar os olhares e decisões da organização”.

    Durante todo o tempo não será o olhar individual que irá basear a seleção e sim o olhar que tem como base os comportamentos e valores da empresa. 
    Serviço: CDH (Competência no Desenvolvimento Humano)

    Cristina Fonseca
    CDH - Competência no Desenvolvimento Humano 
    E-mail: cristina@cdhrh.com.br
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